O que é o poeta?
Autopsicografia - Fernando Pessoa
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda,
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
sexta-feira, 14 de março de 2008
A poesia pelos poetas (parte 1)
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Saulo Bandeira
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sexta-feira, março 14, 2008
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Aviso aos 9 leitores
Um abraço!
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Saulo Bandeira
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Ridendo dicere verum...
No Brasil, marcado pelas mais diversas contradições, essa figura de linguagem se apresenta diariamente, seja nos jornais, com as charges, seja na literatura. Um de nossos maiores ironistas é o Barão de Itararé. Autor das mais diversas “máximas e mínimas”, foi um crítico ferrenho da sociedade, falando a verdade através do riso e da mofa (ridendo dicere verum...). Afinal, nada impede de se falar a verdade sorrindo, pois, embora o sério e o jocoso sejam antônimos, a sua mistura é fascinante. Eis algumas de suas máximas e mínimas:
“Não é triste mudar de idéias; triste é não ter idéias para mudar.”
“O capitalismo é a exploração do homem pelo homem, o socialismo é o contrário.”
“Todo homem que se vende recebe mais do que vale.”
“O mal do governo não é a falta de persistência, mas a persistência na falta.”
“A televisão é a maior maravilha da ciência a serviço da imbecilidade humana.”
“Senso de humor é o sentimento que faz você rir daquilo que o deixaria louco de raiva se acontecesse com você.”
Para saber onde encontrar os livros dele, clique aqui.
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Saulo Bandeira
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terça-feira, fevereiro 19, 2008
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Para não dizer que não falei de carnaval (parte 3)
É de fazer chorar (Luiz Bandeira)
É de fazer chorar
Quando o dia amanhece
E obriga o frevo a acabar
Oh! Quarta-feira ingrata!
Chega tão depressa
Só para contrariar!
Quem é de fato
Um bom pernambucano
Espera o ano
E se mete na brincadeira
Esquece tudo quando cai no frevo
E no melhor da festa
Vem a quarta-feira
Que comece (de verdade) 2008!
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Saulo Bandeira
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quarta-feira, fevereiro 06, 2008
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terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Enquanto isso, nos Estados Unidos...
1989 - 1993 - President George Herbert Walker Bush
1993 - 2001 - President William Jefferson Clinton
2001 - 2009 - President George W. Bush
2009 - 2017 - President Hillary Rodham Clinton
2017 - 2025 - President Jeb Bush (irmão do atual presidente)
2025 - 2033 - President Chelsea Clinton (filha dos Clintons)
2033 - 2041 - President George P. Bush (sobrinho do atual presidente)
2041 - 2049 - President ______ _______ Clinton**
2049 - 2057 - President Jenna Bush (filha do atual presidente)
**O período marcado entre 2041 e 2049 seria para um possível “filho adotivo” do casal Clinton ou o marido de Chelsea, sua filha.
Que esta idéia não chegue por aqui... Já pensou ter um “Cardoso” ou um “Lula da Silva” na presidência sempre? Saravá! Bate na madeira três vezes! Se bem que... Bom, já temos a alternância PSDB - PT... Ao menos nesse quesito não estamos tão distante dos americanos.
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terça-feira, fevereiro 05, 2008
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Para não dizer que não falei de carnaval (parte 2)

O desfile da escola de samba Mancha Verde deste ano teve como tema Ariano Suassuna (imagem acima) e o Movimento Armorial. Foi mais uma das muitas (e merecidas, diga-se de passagem) homenagens prestadas a Ariano pelos seus 80 anos. Infelizmente a escola não venceu... Embora não goste de carnaval, nem tenha perdido meu tempo assistindo o desfile, fiquei torcendo. Não só por Ariano, mas pela Arte Armorial e pelo Nordeste. Não deu, infelizmente.
Ariano, que dispensa maiores apresentações, é um dos mais importantes escritores brasileiros da atualidade. Dramaturgo, poeta e romancista, tem suas obras traduzidas para o inglês, o francês, o espanhol, o alemão e o italiano, entre outros idiomas. É membro das Academias Brasileira e Pernambucana de Letras. Para saber onde encontrar os livros dele, clique aqui.
Em próximas postagens conversaremos sobre o Movimento Armorial. Até breve!
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Saulo Bandeira
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terça-feira, fevereiro 05, 2008
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sábado, 2 de fevereiro de 2008
Para não dizer que não falei de carnaval (parte 1)

Não sei dançar (Manuel Bandeira)
Uns tomam éter, outros cocaína.
Eu já tomei tristeza, hoje tomo alegria.
Tenho todos os motivos menos um de ser triste.
Mas o cálculo das probabilidades é uma pilhéria...
Abaixo Amiel!
E nunca lerei o diário de Maria Bashkirtseff.
Sim, já perdi pai, mãe, irmãos.
Perdi a saúde também.
E por isso que sinto como ninguém o ritmo do jazz-band.
Uns tomam éter, outros cocaína.
Eu tomo alegria!
Eis aí por que vim assistir esse baile de terça-feira gorda.
Mistura muito excelente de chás...
Esta foi açafata...
- Não, foi arrumadeira.
E está dançando com o ex-prefeito municipal:
Tão Brasil!
De fato este salão de sangues misturados parece o Brasil...
Há até a fração incipiente amarela
Na figura de um japonês.
O japonês também dança maxixe:
Acugêlê banzai!
A filha do usineiro de Campos
Olha com repugnância
Para a crioula imoral.
No entanto o que faz a indecência da outra
É dengue nos olhos maravilhosos da moça.
E aquele cair de ombros...
Mas ela não sabe...
Tão Brasil!
Ninguém se lembra de política...
Nem dos oito mil quilômeros de costa...
O algodão do Seridó é o melhor do mundo?... Que me importa?
Não há malária nem moléstia de Chagas nem ancilóstomos.
A sereia sibila e o ganzá do jazz-band batuca.
Eu tomo alegria!
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Saulo Bandeira
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sábado, fevereiro 02, 2008
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